Tarô Terapêutico

O Psiquiatra e psicoterapeuta Carl Jung, criador da Psicologia Analítica, encontrou nos arcanos uma ferramenta para os estudos da mente humana, segundo ele, as cartas trazem conceitos que representam o inconsciente coletivo. Dessa forma, as imagens e mensagens do tarô podem ser aplicadas a todos porque são, na verdade, uma representação daquilo que é inerente a todo ser humano. 

Yung permite compreender o uso do tarô como recurso terapêutico. A individuação é o processo pelo qual cada indivíduo se aproxima de sua singularidade e sua totalidade, e como ferramenta, se faz necessário prosseguir com outras técnicas , como a terapia.

A prática do Tarô, entendo como um recurso emergencial, que possa lhe direcionar e lhe confortar, sendo que exige de você a decisão, considerando o livro arbitro.

Segundo Lans Van der Post, que escreveu a introdução ao livro Jung e o Tarô, “quando um ser humano adquire determinado grau de auto percepção, é capaz de fazer escolhas diferentes da multidão e de expressar-se de um jeito só seu. Contudo, é preciso saber chegar até esse momento e o tarô terapêutico pode ajudar, enquanto uma das ferramenta de consulta.

Muitos terapeutas, colegas meus, não buscam o conhecimento do tarô com receio de serem chamados de charlatão. “na história, muitas pessoas foram queimadas na fogueira,  por deterem esse conhecimento”. O tarô ainda carrega esse preconceito. É necessário disseminar cada vez mais o conhecimento sobre o tarô e o inconsciente coletivo. Deixar evidente que não se trata,  ‘de trazer seu amor de volta em sete dias’, mas da busca de respostas, sair do lugar, da zona de conforto, por meio dos arquétipos.

O processo terapêutico, para Jung, psiquiatra e discípulo de Freud, utilizaria técnicas verbais e técnicas expressivas (não-verbais) para auxiliar no processo de individuação. Para dissolver complexos, aquela sequência de experiências afetivas que modulam o jeito de pensar e agir no mundo, para se aproximar do eu mais verdadeiro, seria preciso conectar-se com o inconsciente – pessoal e coletivo.. Os contos mitológicos, os contos de fadas, a astrologia e o tarô carregariam símbolos universais que resgatam em cada indivíduo uma ligação psíquica com toda a humanidade. Como se cada um de nós tivesse uma raiz conectada a um terreno energético comum: o inconsciente coletivo.